Sabemos que a mídia é formada por vários veículos de comunicação. Tv, Rádio e Internet são exemplos.Mas entre essas a que o brasileiro mais admira é a tv, companheira inseparável nos dias de hoje. Prém as vezes a tv se aproveita de certos asuntos para obter melhores índices, isso é fato.
É uma mídia que fatura em cima da publicidade e outras menorias. Então por isso as emiçoras tentão unir o termo “qualidade de programação” ao termo “audiêcia e faturamento”. Nada mal para elas, pelo contrário, estão fazendo o que devem. Agora, se há abuso quando se trata de faturamento, já é prejudicial ao telespectador.
Um exemplo recente é do caso Isabella. Os canais fazem coberturas, debates, gritaria… Total sensacionalismo em relação ao caso. O sofrimento da família é ressaltado sempre nesses programas que abordam o tema. Será que os canais de tv estão fazendo mesmo jornalismo ou estão se aproveitando do caso para ganhar audiência?
A Rede Record é uma das que mais fazem cobreturas sobre o caso. Ela tem um jornalismo sério e competente mas que convenhamos, está claramente censacionalisando o caso. No domingo da reconstituição do crime, a Record parou quase toda a programação para levar ao telespectador ao vivo todos os acontecimentos. Um tanto quanto exagerado (…). As vezes, em outros programas, os jornalistas entravam no ar dizendo coisas que pouco têm à ver com o caso como “Aqui está cheio de jornalistas e pessoas!” sendo que isso era bem claro.
Na Tv Bandeirantes (Band), no telejornal “Brasil Urgente”, o jornalista José Luiz Datena ficava falando e gritando o tempo todo que está indignado e quer justiça. Ok, nós também queremos. Mas em que resulta toda essa gritaria? Será que só assim a justiça será feita?
Segundo pesquisa encomendade pela Tv Brasil (Geralmente canal 2), especialmente para o programa “Ver Tv”, a audiência de programas jornalísticos e de entretenimento que abordaram o tema aumentou consideravelmente. Só o “Jornal Nacional” e “Jornal da Record” teve um aumento de 9% de “ibope” enquanto o caso estava sendo repercutido. O “balanço Geral”, com Geraldo Luís na Record, teve um almento de quase 40%, o que é bastante considerável. Sem falar nos programas “Jornal da Band” e “Hoje em Dia”.
Programas de entretenimento estão cada vez mais exibindo matérias policiais e telejornais estão partindo mais para conteúdo que seria apropriado para programas de entretenimento.
Será que o caso Isabella seria tão repercutido no brasil se não fosse pela mídia? É um crime bárbaro e que necessita de um destaque no jornalismo, mas destaque é uma coisa e exagero é outra. A mídia saberá lidar com o que é um escândalo e o que é apenas mais um caso? Ou será que eles mais uma vez “apimentarão” um pouco para haver uma maior repercussão? São fatos que deverão ser ressaltados e não explorados.